Halestorm fala sobre o Into The Wild Life

O lançamento oficial de Into The Wild Life está previsto para a próxima semana, mas na última terça-feira (2), a banda liberou um stream completo das novas músicas, e os fãs já puderam conferir as novidades presentes neste novo álbum. O Halestorm publicou em sua página oficial, uma matéria falando sobre a diversidade das canções e influências neste novo disco, o processo de gravação, e mais.

Confira:
Com “INTO THE WILD LIFE” o Halestorm vai fundo e trazem suas canções mais envolventes e ecléticas até hoje. Em Into The Wild Life eles empurram seus limites musicais mais longe do que já vimos em seus catálogos, criando músicas que vão de sussurros à gritos, provando que não há limites na criatividade. Nada irá pará-los de realizar suas visões artísticas.

Em “Sick Individual,” que inicia com um solo de bateria e se une com um hino de rock mais dramático, Lzzy canta: "Estou fazendo essa coisa chamada de a p**** que eu quiser”. As letras carregadas de atitude capturam a energia e versatilidade do álbum. Fragmentos do metal, passagens de pop e de rock – ambos clássico e contemporâneo - abundam em todo “INTO THE WILD LIFE,” a exuberância de qual só se compara a paixão e confiança da banda.

“No ultimo disco, nós atingimos todos esses marcos loucos,” Hale diz. “De repente o mundo estava ciente de nós, então nós celebramos descaradamente.” De fato, “Freak Like Me” e “Love Bites (So Do I)” ambas atingiram #1 nos charts de Active Rock, fazendo Halestorm a primeira banda de vocal feminino a atingir esse marco. Além disso, a banda ganhou um Grammy por melhor performance Hard Rock/Metal com “Love Bites (So Do I).” As conquistas não pararm por aí. Lzzy colaborou com a estrela do “America’s Got Talent” Lindsey Stirling na faixa “Shatter Me” e performou com o astro country Eric Church no CMT Awards, demonstrando seus vocais versáteis que cantam qualquer gênero. Além de tudo isso, Lzzy foi honrada pela Gibson Guitars, que celebrou suas conquistas criando uma guitarra Lzzy Hale Explorer.

“Toda a atenção foi incrível e aumentou nossa confiança," Lzzy diz. "Então nós decidimos jogar tudo que estávamos acostumados a fazer pela janela e apenas ir em frente.”

Entregando-se a todos seus caprichos, Halestorm escreveu músicas que pulsam, pesam e voam, assim como faixas confessionais, de apertar o coração entre elas. “Amen,” é uma corrente de teclados aleatórios e esparsos, apresentando um verso da banda Fleetwood Mac e um refrão que lembra Joan Jett. Então há “Mayhem,” uma explosão de adrenalina que constrói de uma sedução cheia de ecos a uma euforia total. “Para mim, esse álbum é sobre a independência e coragem necessária para entrar no desconhecido," Lzzy diz. "Não é que largamos de ser o que éramos, é apenas muito mais do que já somos.” Além de explorar estilos novos, Halestorm levou essa mesma aproximação corajosa para o disco. Ao invés de gravar todos os instrumentos separadamente e então juntá-los mais tarde, Halestorm gravou tudo ao vivo no estúdio com a ajuda do produtor Jay Joyce (Cage the Elephant, Eric Church).

“Foi literalmente todos os quatro num circulo em uma igreja tocando tudo da mesma maneira que fazemos no palco," Lzzy diz. "Nós tivemos que tocar tudo muitas e muitas vezes até que todos estivéssemos no mesmo ritmo. Sem fazer um álbum ao vivo, nós queríamos capturar a química e energia que temos nos shows.”

Depois de gravar as músicas, Lzzy voltou e refez alguns vocais para maximizar a intensidade das emoções. Joyce aplicou os mesmos padrões rigorosos para as gravações finais como fez nas gravações iniciais. “Se eu quisesse fazer ago de novo, eu colocava minha guitarra e cantava todos os vocais do início ao fim," Lzzy diz. "No início eu disse a Jay, 'Ei, se eu não atingir aquela nota a gente pode arrumar, certo?' E ele disse 'Não, isso não é o que vocês disseram que queriam. Você tem que fazer tudo de novo.’”

Por mais frustrante que o processo tenha sido, no final de cada gravação a banda ficava entusiasmada. "Realmente trouxe o melhor de nós porque nós tivemos que confiar em nós mesmos e literalmente estarmos 'ligados'" Lzzy diz. “Foi difícil, mas os resultados foram muito mais recompensadores porque nós não tentamos nos comprometer, e eu sinto a emoção de nossos shows nesse disco."

Ao invés de gravar em um grande estúdio em Los Angeles ou Nova York, a banda criou “INTO THE WILD LIFE” em Nashville, e quando eles não estavam no estúdio eles se banhavam na cultura dessa cidade lendária. "Teho certeza que um inseto sulista caminhou até meu ouvido apenas para ficar por aí,” Lzzy diz. “Há muitos músicos ótimos lá, com certeza, assim como muito rock clássico. Essa foi uma grande parte do álbum. Enquanto estávamos fazendo-o, eu estava ouvindo muitas coisas que me inspiraram no início da carreira. Eu voltei ao passado e ouvi muito Black Sabbath e Alice Cooper e um pouco de Zeppelin. Nossa atitude era, 'Vamos imergir nessas coisas que nos inspiraram no início. Ao invés de tentar reinventar a roda nós dissemos vamos ser as rodas e vamos ser as melhores rodas que podemos ser.’”

O primeiro single do “INTO THE WILD LIFE” é “Apocalyptic,” uma faixa com um pouco de blues que fala sobre uma relação turbulenta e uma química incrível entre os lençóis. Enquanto Halestorm fazia alusão a sexo e decadência em sons passados como “I Get Off” e “Love Bites (So Do I),” em “Apocalyptic” e “Amen” Lzzy deixa de lado as metáforas e diz como tudo funciona. “Eu queria algumas coisas que eram um pouco conflituosos e sexuais,” Lzzy diz.

As faixas mais acústicas de “INTO THE WILD LIFE” são tao reveladoras quanto as mais pesadas. Na faixa folk-pop sobre um amor que deu errado, "What Sober Couldn’t Say,” Hale canta, “indo para um blecaute, machucando como o inferno/encontrando meu caminho para o fundo da garrafa.” Em “Dear Daughter,” ela começa com um sons delicados de piano e constrói uma balada cheia de pérolas de sabedoria "Queria filha, mantenha sua cabeça erguida/ há um mundo passando lá fora".

“Nesses últimos ciclcos de álbuns, foi a primeira vez que minha mãe nao veio conosco, por um longo tempo nossos pais trabalharam com a gente,” Hale diz. “Assim que seus pais se vão, primeiro há o palco que você diz 'Ninguém vai me dizer o que fazer!' E então você pensa, 'Quer saber? Se não fosse pelo apoio de nossos pais não nunca teríamos começado a banda tão cedo assim, e provavelmente nunca teríamos chegado a esse ponto.’”

Com “INTO THE WILD LIFE,” Halestorm se desenvolveu como uma banda sem comprometer sua identidade. Desde o início, eles tinham a convicção e habilidade de escrever músicas para agradar aos fãs tanto de Heart quanto de Metallica. Agora, eles espicharam seus limites musicais como nunca para virem com um álbum que exibe um prazer completo em qualquer estilo musical que eles escolherem abraçar. “Fazer esse álbum me lembrou que estar em uma banda ainda é magico. E quatro pessoas que se amam podem fazer rock podem experimentar esse tipo de liberdade criativa,” Hale diz. “No fim do dia, nós podíamos rir e falar conosco 'Olha, caras, nós ainda estamos aqui! Por qualquer razão, nós ainda nos adoramos e amamos fazer musicas juntos.’ E agora podemos sair e fazer o que diabos queremos.”