Lzzy Hale fala sobre o novo álbum para a Revolver Magazine

http://www.revolvermag.com/wp-content/uploads/2014/11/rsz_screen_shot_2014-11-19_at_43213_pm.jpg
Recentemente, o site da Revolver Magazine realizou uma entrevista com Lzzy Hale, onde conversaram sobre a produção do novo álbum do Halestorm, que foi realizado em uma igreja de Nashville juntamente com o produtor Jay Joyce, o mesmo que trabalhou com o artista Eric Chuch, que foi influência para a escolha de Lzzy.

Confira a tradução:
Revolver Magazine: Halestorm está na reta final da gravação do novo álbum, certo?
Lzzy Hale: Praticamente. Tem sido como um furacão. Tem sido uma explosão. Estamos nos divertindo muito.

RM: Por que isso tem sido tão bom?
Lzzy: Voltando ao início - nós quatro de pé, em um círculo, tocando essas músicas, pelos últimos meses. Nós fizemos nossos dois álbuns passados de uma forma diferente, onde era mais de uma linha de montagem. Você ia dois dias para gravar a bateria, e assim por diante. Nunca estivemos todos na mesma sala, tocando juntos. Então, nós decidimos voltar ao básico, e curtirmos essas músicas juntos para ver se conseguimos chegar a algo sólido. É realmente um desafio, mas é incrível, porque você pode sentir a energia ondulando através dos alto-falantes. Me lembro de conversar com os rapazes e com o nosso produtor Jay Joyce e dizer: 'Eu não acho que eu já ouvi essa emoção na música. Você sabe, nós estamos tocando todos juntos como se fosse ao vivo'.

RM: Mas deve ter sido ruim quando alguém errou algo, e vocês todos tiveram que fazer tudo de novo. 
Lzzy: Sim, mas isso corta todo o ensaio [risos]. É tão legal e teve uma ou duas músicas onde algum de nós hesitou - como meu irmão [Arejay] que queria fazer um preenchimento e hesitou, mas acabou soando incrível. Então, alguns erros são bons. Nunca seríamos capaz de conseguir isso se estivéssemos fazendo isso de outro modo.

RM: Você está gravando em Saint Charles Studio, que é a igreja em Nashville. Como é isso? 
Lzzy: Nosso produtor comprou esta igreja há alguns anos e transformou em um estúdio. Há uma enorme sala principal, onde estamos fazendo a maior parte de nossa gravação. Ele tem todos os instrumentos que você pode imaginar - teclados e um piano de cauda. Eu toco piano também, então eu estava animada com todos esses brinquedos. Depois, tem vários corredores secretos e diferentes salas - como um porão. Então, dependendo do som que você quer, você pode utilizar todos esses diferentes quartos. A vide é ótima. Você anda por lá e sente como se estivesse tocando música. Estamos confortáveis lá. Não parece como um consultório de dentista, que é a forma como estes grandes estúdios luxuosos parecem.

RM: Você contou uma história em um dos vídeos que, enquanto você estava gravando "Sick Individual", você estava derrubando algumas coisas e olhando para a cruz. Então, algo de ruim já aconteceu com o Halestorm até agora?
Lzzy: Ainda não [risos]. Talvez esta seja a igreja do rock and roll. 

RM: Parece que a banda está utilizando mais o piano. Como foi revisitar seu primeiro instrumento?
Lzzy: É incrível. É meio difícil de descrever. Estamos fazendo uma música em que eu canto e toco piano ao mesmo tempo. Estou tendo flashbacks de quando eu tinha 15 anos [risos] e os meus dedos estão se voltando para algumas destas velhas músicas que eu escrevi. Então, tem sido legal voltar a usar um instrumento que você se sente confortável, quase infantil em sua própria mente. A energia e a sensação foi maravilhosa. Uma coisa que temos vindo a fazer de forma consistente, que eu nunca fiz antes e não sei porquê, é que eu estou cantando e tocando ao mesmo tempo, ao invés de fazer isso separadamente. É tão estranho, o quão diferente eu canto quando estou tocando um instrumento. Parece uma coisa 'Oh, duh', como se eu tivesse que ter feito isso há anos. Então, tem sido bom comparar.

RM: Recentemente, você estava no palco com o artista Eric Church e vocês também estão em turnê com ele. As pessoas se perguntam se há uma influência neste álbum, mesmo que de forma não óbvia?
Lzzy:
Talvez de uma forma descontraída. Eu tenho uma grande apreciação pela música country e enquanto eu estive aqui, eu escrevi com diferentes artistas do country. Houve um boato por aí, há algum tempo, dizendo que estávamos fazendo um álbum country, mas nós não estamos. Mas foi assim, no sentido oposto, que a comunidade country nos aceitou como somos, o que é estranho. Mas como o Sr. Church, de forma tão eloquente, diz -- 'Eu não necessariamente acredito em gêneros. Eu acredito que há música boa e música ruim'. Mas eu tenho certeza que se eu escutei todas as músicas nesse álbum, eu tenho certeza que há alguma influência, mas, ao mesmo tempo, este álbum inteiro é assumidamente sobre nós. Estamos começando a ouvir todas as nossas influências de Fleetwood Mac para Metallica para Eric Church. Estou animado para ver o que as pessoas pensam, porque nós não vamos nos desviar do que somos, mas é muito mais do que nós somos.


Você se mudou para Nashville, certo?
Sim, mas basicamente é uma descontração. Todo mundo é tão agradável, que me trouxe de volta um pouco. É tão engraçado, porque uma amiga meu visitou e ela é de Detroit, então ela é de um lugar onde se você sorri, eles acham que você está drogado. No meio do dia, ela fica se perguntando 'O que está errado? Há algo no meu rosto? Todo mundo está sorrindo para mim e abrindo portas'. Então eu falo, em primeiro lugar, você é uma garota bonita. Mas realmente as pessoas daqui são legais. A única coisa sobre a comunidade de Nashville é que eles ainda são muito pegado às raízes. Eles são tão orgulhosos de suas músicas. Você é de Music Row, eles lançam banners para qualquer escritor com hit recente, como se fosse uma festa de aniversário. Eles suportam todos os aspectos desta arte. Eu posso ir a um restaurante e a garçonete me perguntar 'O que você faz?.' 'Eu sou musicista'. 'Ah, eu também.' 


De qualquer forma, com Eric Church, nós escrevemos duas músicas juntos apenas por diversão. Nenhuma delas provavelmente estará no álbum. Ele é um grande compositor, muito rápido e espirituoso. Esta igreja foi realmente onde ele fez seus últimos dois álbuns. Eric nos convidou para a sua turnê, antes do CMT (CMT Music Awards), porque seus companheiros de banda são todos do rock. Como um de seus guitarristas toca Ozzy Osbourne na soundcheck. Então, seus companheiros de banda apresentou o Eric para nós e, em seguida, do jeito louco dele, ele disse: 'Vamos sacudi-los e levá-los na turnê.' Então, alguns meses mais tarde, ele disse: "O CMT awards querem que eu faça uma apresentação, mas eu quero fazer essa música [That’s Damn Rock & Roll], mas só se você vai cantar comigo'. Então eu fiquei como 'Claro!' [risos]. E ao mesmo tempo, nós estávamos conversando com este produtor [Jay], quando eu falei com Eric sobre trabalhar com este produtor, ele me disse 'Cara, faça isso. Você vai amá-lo'. E ele estava certo.

Muitos artistas country podem tocar guitarra a sério também.
Sim, claro. Essas pessoas improvisam bem. Isso é o que eu estava dizendo sobre Nashville -- você pode ir para uma noite de karaokê no Holiday Inn e provavelmente ver músicos mais talentosos do que em uma turnê. Quando visitamos aqui pela primeira vez, eu fiquei 'Wow, eu sou feliz por não ter começado por aqui, há tanta concorrência.' Você está sendo desafiado constantemente, porque você está cercado por esses músicos incríveis. E eu acho que é isso que o Eric estava dizendo sobre gêneros -- eu acho que eles estão começando a se misturar um pouco. Nos dias de hoje, com iTunes e Spotify, provavelmente você pode escolher o garoto-propaganda para o metal e ele provavelmente terá uma Lady Gaga. Talvez, você possa gostar de Metallica e Eric Church. É uma questão de abertura de espírito e de sua preferência. Não há regras.