Loudwire: Entrevista exclusiva com Lzzy Hale

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O Halestorm ainda está em turnê do último álbum, "The Strange Case Of...", mas também, a banda anda ocupada trabalhando no próximo disco. Full Metal Jackie, da ‘Loudwire Nights’ recentemente fez uma entrevista com Lzzy Hale para ter mais informações no progresso do novo álbum, suas influências atuais e mais.

Confira a entrevista abaixo:
Full Metal Jackie com Lzzy Hale no show esta noite. Como você está, Lzzy?
Eu estou muito bem, muito obrigada por me receber aqui, é ótimo ouvir sua voz, Jackie. Fazia tempo.

Fazia mesmo. Para vocês, Lzzy, após quase dois anos na estrada apoiando o último álbum, como tem sido “trocar a marcha” do processo voltando a escrever músicas?
É realmente difícil mudar a marcha automaticamente. É como se você estivesse descendo do topo de uma estrada e todos nós adoramos fazer. Então, isso é uma casa para nós. O ônibus é como uma casa. Agora é estranho estar em um estúdio que não rola por toda a parte ou em uma cama que não se mexe. Mas, tem sido legal. Nós temos chamado isso de purgação de criatividade, porque nosso processo de ir para a estrada para escrever, nós só coletamos ideias. Um refrão aqui, talvez uma música inteira que é grosseiramente gravada com meu celular porque estamos fazendo teste de som. Então, nós saímos da estrada e só gravamos tudo de verdade, botamos para fora todas as ideias. Provavelmente 60 por cento disso nem chega a entrar no próximo álbum, mas nós simplesmente temos que botar para fora. Tem sido um processo louco até agora. Nós temos muitas músicas ótimas. Acho que finalmente deciframos o código do próximo álbum.

Lzzy, qual a diferença em seu gosto musical de quando você estava escrevendo o ‘The Strange Case Of’? Como isso está mudando o que você está escrevendo desta vez?
Meus gostos musicais, eu estou sempre procurando por coisas novas. Eu conheço muitas pessoas que dizem que elas ouvem de tudo, mas eu meio que faço isso. [Risos] eu tenho muitos amigos diferentes em muitos gêneros diferentes. Eles estão sempre tipo, “Ei! Você tem que ouvir isso” ou eu ouço o novo álbum de alguém. Então, tenho ouvido muitos discos alternativos ultimamente.

Tem sempre um ponto, qualquer hora nós fazemos um novo álbum, quando eu literalmente volto para Judas Priest e Motorhead, porque você tem que voltar e entender onde tudo isso começou. Você pode ficar emocionado com uma coisa nova e estranha, mas você tem que tentar não se perder em tudo isso.

Sério, a maior coisa que estamos tentando fazer nesse álbum é, preencher a lacuna entre o que as pessoas veem ao vivo e o que elas ouvem nos álbuns. Nós ainda não conquistamos isso. Eu estou muito orgulhosa dos últimos dois álbuns, mas eu acho que é hora de simplificar e voltar a fazer o que, honestamente, fazemos de melhor [risos]. Tentando pôr nosso de si nisso.

Lzzy, você está sempre subindo no palco para fazer dueto com outras bandas. Como é a adrenalina de fazer isso e por sua personalidade, em músicas que lhe moldaram como uma artista?
É muito divertido. Eu acho que no passado eu ficava mais nervosa sobre isso, porque você não sabe como a plateia vai reagir quando você entrar. Talvez alguém que pensa "Aww! Por que você levou uma garota pra subir no palco e cantar com você?" Eu tenho muita mais confiança agora, talvez no último ano e meio que passei tentando entender o que eu poderia trazer à mesa. Eu não estou dizendo isso de forma pretensiosa, mas depois de fazer isso por tanto tempo, você meio que entende como trabalhar com a plateia. Até agora, tudo bem.

Eu estou honrada que há pessoas, colegas, que eu me inspiro e que realmente querem que eu cante junto a eles. É uma honra e tem sido maravilhoso ver todas os tipos de fã bases meio que se misturando. Não há muitas pessoas agora que tem medo de misturar as coisas.

Lzzy, o jeito que você faz suas performances realmente surge como uma manifestação de seu coração e de sua alma. Há algum preço emocional que você paga se abrindo dessa maneira?
Ao longo dos anos, é engraçado, os caras vão dizer para você e para qualquer um, que eu tenho um problema. Porque há algumas noites onde eu provavelmente não deveria dizer tudo ou fazer tudo que eu faço [Risos]. Eu posso entrar em apuros por fazer isso. Mas, nos últimos anos, eu acho que isso tem sido mais libertador para ser honesta. Não importa se você irá se envergonhar no palco ou não, isso é muito melhor do que tentar ir até lá e cantar uma música.

É ou ir com as propostas, ou tentar ser outra pessoa. É muito trabalho. Tem sempre alguém que vai tirar uma foto ou fazer um vídeo, e dizer que não era isso que eles disseram que iam fazer! Então, eu me tornei uma garota "Eu vou dizer e fazer o que eu quiser com quem eu quiser, onde eu quiser”. Tem sido incrível, como os fãs tem aceitado isso e tem se aberto para nós, então eu realmente recomendo honestidade e derrame o seu coração, acima de tudo, antes do que se reter..

Halestorm é uma das bandas na recente coletânea, 'Ronnie James Dio: This Is Your Life.’ O que movimentou as coisas para que Halestorm se envolvesse? Por que ‘Straight Through the Heart’ foi a escolha perfeita para sua banda?
Nós íamos fazer a música de qualquer jeito, não importava. Nós tínhamos um EP de covers chegando. Honestamente, foi Wendy Dio, e eu tentando persuadir meus colegas e amigos para se tornarem fãs de Ronnie James Dio [risos], porque eu me tornei meio obcecada com o passar dos anos.

Eu lembro no ensino médio, eu era muito obcecada com o hard rock e o metal dos anos 70 e 80. Dio foi uma grande influência, então aparentemente, eu acho que tagarelar sobre isso com o passar dos anos acabou que conseguimos abrir para Ronnie and Heaven and Hell. Nós descobrimos depois que foi seu último show ao vivo, porque foi a noite antes dele ficar doente. Eu não sei, foi uma experiência incrível.

Wendy Dio ficou sabendo disso e pediu para participarmos do álbum, e para eu fazer a arte do álbum. Nós decidimos fazer ‘Straight Through the Heart’ porque honestamente, ‘Holy Diver’ foi provavelmente o primeiro álbum que me mostrou a Ronnie James Dio. A partir daí, eu trabalhei em seus outros catálogos. Eu acho que essa música é tão incrível, ela não toca na rádio, ela não recebe o reconhecimento que merece, é uma de minhas músicas favoritas. Nós decidimos ir além, introduzir as pessoas e dizer 'Ei! essa música é ótima também'.

Ficou ótima. O álbum todo está incrível. Às vezes você nunca sabe como ficam álbuns de tributo. Mas há ótima lista de bandas que participaram do disco. Você ouviu o cover de Jack Black [a versão de Tenacious D para 'The Last in Line']?
Ele detonou! Nós tivemos a oportunidade de se apresentar no Ronnie James Dio Gala. Foi tão incrível ver todos aqueles músicos que estão em tour, escrevendo ou fazendo músicas agora. Pessoas ocupadas que largaram tudo que tinham e vieram fazer isso para Wendy e sua causa. Além disso, apenas para glorificar a lenda que é Ronnie James Dio. Foi ótimo trocar histórias com todas essas pessoas, todos que puderam conhecê-lo e nós todos falamos dele e que tipo de pessoa que ele era. Foi uma experiência maravilhosa que nos deixou mais próximos. Foi muito bom.

Conte-nos sobre como estão as coisas agora, o processo de escrita e gravação para o novo álbum.
Honestamente, nós estamos quase prontos com a gravação do álbum. Nós temos muitas músicas ótimas. Vai realmente ser um processo de estreitamento muito difícil. Em algum ponto, você descobre. É isso que eu amo sobre escrever músicas, você não sabe realmente o que você quer dizer nela quando você começa a escrevê-la. Pelo menos nós não. É sempre na metade do processo que, de repente, a lâmpada se apaga e o portão se abre.

Eu acho que quando os fãs começaram a me deixar entrar em suas vidas um pouco, eles me fizeram sentir tão confortável em minha própria pele que eles vão ouvir histórias nesse álbum que eles provavelmente não sabem sobre mim, é uma relação maravilhosa que podemos ter com essas pessoas. Eu estou muito ansiosa para apresentar as músicas novas ao vivo e ansiosa para lançá-las ao mundo.

Todo mundo está ansioso para ouvi-las. Tome seu tempo, faça do seu jeito e nós estamos aguardando. Lzzy, obrigada por arranjar um tempo para vir ao show e espero te ver novamente logo.
Oh, é claro querida. Tudo para você, Jackie!