Metal Shrine: Entrevista com Lzzy Hale

O site Metal Shrine realizou uma entrevista com Lzzy Hale, que falou a respeito do EP de covers, ReAnimate 2.0, novo projeto da banda com outros artistas que será revelado em breve, planos para um novo álbum oficial, Playboy e mais.

Leia abaixo:

Esses EPs de covers serão uma coisa contínua?
Lzzy: Bem, eu acho que nós decidimos, desde que o chamamos ele de "ReAnimate 2.0" , haverá provavelmente um terceiro e um box set mais tarde. (risos) Nós estamos dispostos a fazer isso, eu acho. Eu acredito que há tantas músicas e cada vez que terminamos uma, há mais músicas, "Eu quero fazer essa também!".

Qual é o apelo em fazer um álbum de covers?
Lzzy: Egoísmo, eu acho que é porque nós apreciamos essas músicas e nós crescemos com algumas delas e nós só queremos tocá-las. (risos) Eu acho que é mais egoísta de nossa parte, do que apenas diversão. É um pouco de diversão para nossa banda e não há pressão real.

Vocês passaram por várias músicas para escolher essas seis?
Lzzy: Definitivamente. Eu acho que o processo para este tipo de coisa é ainda mais difícil do que tentar descobrir quais músicas vão para um álbum como nossas próprias músicas. Há tantas músicas que você gosta, ou sabe que pode fazer ou acha que pode fazer. É apenas sobre tentar encontrar a melhor combinação. Geralmente começamos com qualquer coisa que estamos obcecados na época. Minha lista é sempre uma tonelada de metal dos anos 80 que eu sempre quis tocar, mas que nunca tive a chance. Nós sempre queremos fazer uma ou duas que nós nunca pensaríamos em fazer. Apenas para um desafio e para ver se nós podemos. Definitivamente não é planejado, mas é um processo complicado.

O que fez você escolher “Fleetwood Mac – Gold Dust Woman”?
Lzzy: A razão pela qual decidimos fazer isso era porque cerca de nove anos atrás, antes de nós termos assinado ou qualquer coisa, quando não estávamos fazendo shows completos da banda, nós gostaríamos de fazer um set acústico de 4 horas. Queríamos fazer covers, músicas de nossa autoria e o que nos pediam e essa foi uma música que sempre tocávamos. Quando lembramos dessa foi como "Uau, nós não tocamos isso há nove anos". Foi uma daquelas músicas que gostávamos de tocar e meio mal esperávamos para tocar. É uma ótima música para tocar ao vivo e é em um dos álbuns (Rumours) que crescemos ouvindo.

E o cover de Judas Priest, "Dissident Aggressor" ?
Lzzy: Decidimos fazer essa, principalmente porque tínhamos tentado recentemente ao vivo. Em nossa última turnê, nós aprendemos ela um dia e decidimos tocar. Realmente gostamos do ritmo e, em seguida, era como "Nós já estamos tocando, então vamos ver se é possível gravá-la?". Foi muito divertido: "Ei, você pode alcançar essa nota?” E eu fiquei tipo "Com certezaaa!". (risos)

E vocês gravaram uma música do Dio que não entrou no álbum.
Lzzy: Sim, nós gravamos “Straight through the heart” do Ronnie James Dio, e que vai ser usada em outro projeto que eu não posso falar agora. É muito legal! Vai ter várias pessoas diferentes nesse álbum que vai sair. Estou animada pelas pessoas que nos pediram para fazer isso e eu também estou animada para ser incluída. Íamos incluí-la no EP e esse foi o motivo para gravarmos, mas quando o projeto apareceu, nós dissemos: "Ok, vamos guardá-la para isso". Isso foi o que eles estipularam. Eles disseram: "Vamos lançar isso, mas se sair antes, então vai ser estranho”.

A turnê do Alter Bridge é boa?
Lzzy: Nós amamos esses caras e seu público tem nos aceitado bem. Nós apenas vamos lá com armas em punho, porque temos só 45 minutos. É "Bam! Aqui estamos nós! Até mais!". (risos) Esses caras são tão incríveis. São todos músicos incríveis, mas também são meninos doces. Nós saímos mais frequentemente no final da noite. O amor está arrebentando as costuras.

Qual é o plano para depois?
Lzzy: Vamos para casa no dia 17 de novembro e, em seguida, temos cerca de uma semana de folga e depois teremos uma turnê até meados de dezembro nos Estados Unidos. Depois, paramos no Natal e temos um pouco de tempo livre no começo do ano, para se instalar e fazer outro álbum. Nós sempre escrevemos, mas já começamos a tentar escrever para o próximo álbum.

Você senta e pensa: "Ok, isso é o que vamos fazer?". Leva a música em outra direção ou fica com o som “Halestorm”?
Lzzy: Na maior parte do tempo é um pouco de cada, porque normalmente nós pensamos "Qual é o próximo passo?". Nós não queremos fazer o último álbum, mas não necessariamente queremos mudar completamente. Nós não vamos lançar um álbum country (risos). Nós queremos correr um pouco de risco e eu sinto que existem algumas músicas ou pedaços delas onde há estilos diferentes dentro do rock que nós realmente não experimentamos ainda. Apenas mergulho de cabeça e também não quero fazer o que todo mundo faz normalmente com o seu terceiro álbum e não quero ir mais suave. Acho que quero ser um pouco mais agressiva. Há um monte de coisas que venho pensando. É emocionante, mas também extremamente frustrante, porque agora é real e temos que entender. Há tantas coisas diferentes que nós queremos fazer e nós estamos apenas tentando organizar tudo e então terminar todas as músicas. É bastante tarefa, até o ponto que você tem que colocar as coisas no seu telefone em um dia como este. Nós estamos nesse modo obsessivo agora.

Vocês estão perseguindo um outro Grammy?
Lzzy: Eu não sei. É difícil perseguir isso. Nós nunca fizemos coisas para a rádio, nós sempre escrevemos o que pensamos, o que nos emociona e o que nós queremos tocar ao vivo. Temos um Grammy e isso é incrível, e se tivermos dois eu acho que eu iria desmoronar (risos). Eu vou entrar em combustão espontânea e ter um momento Spinal Tap. Você nunca sabe. Ela realmente depende de tempo e de várias coisas que estão fora do nosso controle. Se gravar um ábum lutando por um hit no.1 ou um Grammy, eu sinto que partindo de onde estamos seria mais perigoso do que tentar apenas ser nós mesmos.

Você irão voltar aqui em abril. O plano é já estar com o álbum pronto até lá?
Lzzy: Pretendemos nos sentar por dois ou três meses e fazê-lo, e como nós estaremos vindo aqui em abril, o plano é tê-lo, pelo menos, feito e escrito. Está tudo dependendo do cronograma. Nós provavelmente podemos fazê-lo rapidamente, se tudo correr muito bem. Eu não estou totalmente certa sobre isso porque eu fiz promessas antes e não funcionou. Muito provavelmente o que acontece é que nós vamos ter tudo feito e depois voltemos aqui em abril e colocaremos uma ou duas músicas no set, e enfim voltaremos e gravaremos tudo para voltar na estrada. Isso é o que eu estou pensando.

É um momento estranho para a música, porque vocês provavelmente vão ver as vendas caindo ano após ano.
Lzzy: É muito estranho e isso basicamente tem feito a nossa agenda maluca. A medida que as vendas caem, a necessidade de fazer shows aumenta. Temos um monte de turnês para fazer e nós provavelmente estamos ficando cada vez mais ocupados. A menos que algo acontece e nós vamos ver um novo meio para a música ou algo assim, nossa agenda continuará cheia e teremos menos vendas. E por causa disso, mais bandas estão em turnê e a competição se torna maior. Apenas poucos anos atrás, havia um punhado de bandas se esmurrando na estrada e agora existe muito mais, porque é necessário. A menos que nós possamos descobrir uma maneira de honestamente fazer outra coisa, todos nós estaremos exaustos. Este ano tem sido incrível e eu não estou reclamando, porque eu me lembro de uma época em que ele era como "Uh , você acha que nós podemos começar uma turnê este mês?". Eu me lembro daqueles tempos e eu realmente apreciava e, ao mesmo tempo estivemos na estrada por mais de 300 dias neste ano.

E há sempre o perigo de se queimar de trabalhar muito duro?
Lzzy: Ah, sim. Eu sou suscetível a isso, mas somos tão imaturos e ainda nos amamos e ainda não matamos uns aos outros. Dedos cruzados. Como vocalista e tudo mais, eu tive que diminuir o ritmo nas festas. Mas é tranquilo. Eu não estou pensando nisso tipo "Oh, eu não posso ter a diversão que eu tinha mais", porque é sempre divertido e é mais divertido ser capaz de cantar todas as noites (risos). Essa provavelmente é a maior diferença agora na minha vida, "Ok, eu tenho que ir para a cama agora" e não viver a vida de rockstar. Não há mais doses de tequila até 5 horas da manhã. Aqueles eram bons tempos (risos). Mas eu fiz isso e posso dizer que fiz isso. Eu não posso dizer que eu não vivi.

Uma última coisa. Eu li que alguém lhe perguntou sobre posar para a Playboy e você não era totalmente contra isso. É algo que você sente que é realmente necessário fazer nos dias atuais? O que seus pais dizem sobre isso?
Lzzy: Eu acho que a minha mãe disse algo como "Você vai fazer isso depois que eu morrer, certo?". Não, eu não acho que seja necessário e é um direito próprio. Eu não me vejo andando uma certa linha e, obviamente, você pode sair com shorts curtos e saltos altos, contanto que você tenha algo para se apoiar. Para mim, teria que ser uma situação adequada, se quer fosse na Maxim ou Playboy ou algo parecido. E, novamente, isso teria a ver como eu me sinto no momento. Se eu sentir que eu quero ser um pouco devassa, eu provavelmente serei. Lamento pelas pessoas que pensam que isso é um mal necessário. Se tiver que fazer isso, terá que ser uma decisão pessoal e que seja uma decisão egoísta.

Tem um pouco de ego também?
Lzzy: Eu acredito que sim.. Eu não sei... se você é uma daquelas pessoas que trabalhou muito duro por anos com seu corpo ou boa aparência e você quer mostrar a todos, então mostre! Se você é uma daquelas pessoas que não quer fazer isso por razões morais ou motivos religiosos, então não! É seu direito. Eu sou mais uma pessoa a favor de que tudo o que você tiver vontade de fazer, faça! Eu não sou inteiramente uma pessoa religiosa, então, eu não tenho nada que me impeça (risos). Eu identifico muito isso na minha música e do jeito que eu faço as coisas.