Playboy: Entrevista com Lzzy Hale

Com seu segundo álbum "The Strange Case Of..." estreando no número um da parada de Hard Rock da BillBoard, não é surpresa o avanço do som de Halestorm, Love Bites (So Do I), que foi nomeado ao Grammy para melhor Performance de Hard Rock/Metal na 55ª premiação anual do Grammy Awards. Nós adoramos ver colegas do hard rock sendo jogados diretamente ao sucesso. Nós apanhamos Lzzy Hale dias depois da nomeação ao Grammy para falar sobre Alice Cooper, sobre uma foto sexy e sobre como ser uma garota na indústria do rock.

Confira abaixo:

Playboy.com: Parabéns pela nomeação ao Grammy!
Hale: Isso não é louco? Eu ainda estou tentando me acostumar. Nós fomos nomeados para Melhor Performance de Hard Rock/Metal com Love Bites (So Do I). É algo que nós não esperávamos; isso não acontece com bandas como a gente! Nós até brincamos com isso por que sabíamos que as nomeações iam ser anunciadas e nós conhecemos muita gente na indústria, então nós pensamos que veríamos alguns dos nossos amigos que escreveram para Katy Perry ou algo do tipo serem nomeados. Eu nem mesmo me importo se nós vamos vencer: eu estou feliz que nós somos capazes de concorrer e honrada de ser nomeada. É engraçado por que nós, as pessoas no Hard Rock e no Metal, sempre temos essa visão bem hipócrita do Grammy: 'Ah, que se ferre o Grammy, nós não gostamos do Grammy, eles não tem nenhuma boa música lá!', e então assim que você é nomeado você fica tipo: 'NÓS AMAMOS O GRAMMY!', e isso é muito legal. E estou muito excitada com isso.

Playboy: Eu adoro a foto de você sabendo da nomeação. Onde foi tirada?
"Nós acabamos de ser nomeados ao Grammy!"
Hale: Uma garota da plateia tirou ela quando estávamos tocando em Madison, Wisconsin. Eu estava me preparando para tocar uma balada no piano e o meu guitarrista correu até mim e berrou em meu ouvido: "nós acabamos de ser nomeados para o Grammy!", eu não consigo acreditar que eles realmente tiraram uma foto desse momento por que eu estava no meio do set, quem estaria tirando fotos? E foi uma foto de sorte. E é uma foto legal por que a cara que eu estou fazendo é realmente genuína. É a minha cara de "WTF".

Playboy: Você teve aulas de canto com o vocalista da banda de hair metal Kix, certo?
Hale: Eu fiz mesmo! Quando eu era adolescente, eu cresci no cheese metal dos anos 80, Black Sabbath... qualquer coisa dos anos 80 e black metal, por que eu tenho pais muitos legais! Quando eu comecei a me interessar por música eles me deram os seus CD's e falaram: "hey, ouça isso aqui, é realmente muito bom", então muitas dessas músicas estão próximas do meu coração. Eventualmente, nós tivemos a oportunidade de abrir um show para Steve Whiteman em um projeto paralelo que ele faz com uma banda chamada Funny Money. Eu estava tão impressionada que ele soava exatamente igual a quando ele tinha 20 anos, então eu perguntei a ele sobre isso, por que até então eu não fazia nada: eu só ia lá e cantava. Então ele me disse que dava aulas em uma loja musical em Harrisburg: 'então vá até lá e me mostre o que você tem e verei se posso te ajudar', ele disse. Eu literalmente fui em cada quinta-feira por um ano e meio e ele me ensinou tudo o que sabe. Eu devo muito àquele homem. A razão pela qual eu ainda posso cantar é por causa dele. É muito legal.

Playboy: Vocês são conhecidos pelos shows sem parar (ouvimos falar que vão anunciar os shows de 2013 em breve); qual a sua história mais doida da estrada?
Hale: Normalmente elas começam e terminam com "onde está o Arejay?", é como um "Where's Waldo": Ele tem vários momentos onde ele vai se trancar em um vestiário e não consegue sair, onde então se perde na avenida dois minutos antes do show e não consegue achar o palco. Nós na realidade perdemos ele uma vez numa parada de caminhões. Estar em turnê é meio que uma norma para nós, nós ficamos em turnê mais tempo do que ficamos de férias. Eu sempre digo às pessoas que estar em tour é fácil, a vida real que é uma loucura! Quando nós paramos de fazer shows as coisas ficam um pouco malucas. Mas vou te dizer uma coisa sobre meu irmão caçula: nós sabíamos que deixamos ele em Toledo, Ohio. Ele pulou da cama e tem esse hábito de às pessoas onde ele vai. Paramos em uma para de caminhões e ele saiu sem dizer à ninguém, de pijamas e sem telefone, sem nada, para ir ao banheiro. Assim, o motorista acho que estavam todos no ônibus e começamos a seguir na estrada. Eventualmente, todos nós ficamos em volta do condutor e ele disse: "Hey, olhem aquela criança que parece uma formiga usando calças laranjas, e eu acho que ele nos viu e sai nos perseguindo." Até que então alguém disse: "espere, é o Arejay?" e nós vimos que aquela criança correndo era o Arejay. Então, agradeço a Deus por aquelas calças laranja; se não fosse por elas, nós não teríamos visto ele! Mas nós somos uma banda muito estranha, por que é tipo, nós realmente gostamos uns dos outros. Então nos nossos dias de férias nós vamos jogar boliche e bebendo cerveja e comendo extravagâncias a noite toda. Nós chamamos esse momentos de "encontros da banda". Nós não enjoamos um dos outros; esperançosamente não há tequila envolvida ou pessoas que perdem suas calças. É muito legal. Eu sou uma garota de sorte - por que tenho vários caras legais comigo.

Playboy: vocês abriram um show do Alice Cooper ano passado. Ele deu a vocês alguma palavra de sabedoria?
Hale: Ele sempre nos nos conta essa história bem curta sobre sai com Keith Richards: ele ainda o chama de Vinny, ele não o chama de Alice Cooper. Depois de todos esses anos, ele ainda chama ele pelo seu nome de verdade. Tem sempre indiretas como essa. Eu lembro da primeira vez que conheci Alice Cooper e dei drogas a ele. Eram antiácidos, mas você sabe. Eu fui até ele em uma loja de discos em Los Angeles, ele estava comprando CD's com a sua filha Calico, e eu fui conversar com ele e então eu notei que já havia conhecido Calico cinco anos atrás quando estávamos em Philly - ela estava saindo com algum rapaz que estava tocando com nós. Então, de qualquer forma, Alice é realmente quieto e enquanto estávamos conversando ele estava olhando para o meu chaveiro. O meu chaveiro tem esse recipiente para pílulas onde eu guardo tampões de ouvidos. Ele tocou no recipiente e falou: "você tem alguma AC Pepcid aí? Por que eu estou com uma grande azia" e acontece que eu tinha mesmo. Não no chaveiro, mas eu tinha alguns por que meu pai estava trabalhando na fábrica de antiácidos. E então, essa é a minha história sobre dar drogas para Alice Cooper. Ele é um ótimo cara. Um dia ele me deu esses balões e eu os atirava para a plateia e eles explodiam em confetes enquanto cantávamos. E ele é incrível, a sua equipe é como uma família desde quando eu venho trabalhando com ele fazem 20 anos. Estar com ele é uma boa experiência.


Playboy: você foi a capa da edição de "Hottest Chicks In Metal" da Revolver Magazine e você também teve um incrível shoot de fotos para eles ontem. Você gosta desse lado da indústria da música?
Hale: Eu não me importo de me vestir com saia curta e salto alto. Eu falo isso para diversas pessoas por que a única estipulação sobre isso que você tenha algo além disso. Você não pode se basear totalmente no fato de que eu vou mostrar as minhas pernas e as pessoas vão prestar atenção nisso. Se eles podem olhar além das pernas, tenha certeza de que você cantará bem e irá tocar bem os seus instrumentos. Por que, honestamente, todos nós que estamos vestidos assim no palco, nós não estamos vestindo esses "fetiches" para sempre, você tem que garantir que tem algo para si mesma. Minha relação com a Revolver é incrível; eles fazem grandes artigos e dão muitas oportunidades para garotas no rock. Sexo e rock n' roll andam de mãos dadas desde o começo dos tempos, você não pode separá-los!

Playboy: vocês tem uma música chamada "Daughter Of Darkness" que é sobre as garotas roqueiras, que vivem no rock n roll. Existe alguma forma de um garoto pode "apanhar" uma garota legal assim? Alguma dica?
Hale: levar elas para um show de rock! É sério, apesar disso, quando eu estou no show eu olho para todas essas garotas e elas não estão lá só por causa dos seus namorados, sabe? Elas estão se sentindo poderosas, meio loucas como eu, e é insano estar em um lugar como aquele. por que quando nós começamos não haviam tantas garotas em shows de rock a não ser as namoradas de alguém de uma banda. É tão legal ver as garotas indo aos shows por elas mesmas e criando um verdadeiro caso de amor com o rock n' roll!

Playboy: qual a sua primeira memória da playboy?
Hale: A primeira vez que eu vi uma playboy eu, recebi toda uma gama dela. Eu tinha um amigo quando eu tinha 16 ou 17 anos, e nós não estávamos namorando, mas ele me levou até seu quarto para me mostrar uma coisa, ele foi o primeiro cara a me dar um CD do Metallica também, na verdade, mas, nós fomos até seu quarto para ouvir alguns CDs e seu quarto inteiro, se você olhasse em volta, sua parede era cheia de fotos da revista. E foi ótimo, porque ele sempre dizia: "Eles têm grandes artigos!" E no momento em que era difícil acreditar que estava lendo para isso, mas então ele era como, "Não, sério, aqui!" Então, eu me lembro de ler sua Playboy, ouvindo Metallica. Então essa foi a minha primeira experiência com a Playboy. Foi ótimo!

Texto e entrevista: Vanessa Butler
Fotografia de Ariel Kassulke